sexta-feira, 11 de março de 2011

A degustação: apreciando seu vinho (Parte 3) O PALADAR

* PALADAR E TATO

Beber, é o último estágio. Aqui se irá confirmar tudo o que já se sentiu!



Na boca, nem tudo é paladar, sentimos tato e aromas (pela comunicação interna da boca com o nariz). Deve-se deixar o vinho algum tempo na boca, mastigando-o e sentindo em toda a cavidade bucal. 
No tato, notam-se a consistência do vinho (textura e corpo),  a aspereza, a fluidez, apungência (alguns mais tânicos ou alcoólicos podem dar uma leve impressão de pressão ou de dor na língua), a temperatura e a adstringência ou tanicidade (produzida pelo travo notado nas laterais da língua, como uma cica que ceca a boca).

AROMA DE BOCA - O aroma de boca é diferente do aroma de nariz, pois a saliva aquece e intensifica a evaporação. Esses aromas normalmente são mais fortes (e menos elegantes) que o de nariz. Para senti-los melhor, pode-se, com líquido ainda na boca, aspirar um pouco de ar. Assim, a evaporação será intensa e os aromas bastante nítidos.

AVALIAÇÃO

EQUILÍBRIO - verifica-se o equilíbrio nos vinhos coparando os fatores reconhecidos. O vinho será equilibrado, quanto mais coerentes entre si forem açúcares, acidez, álcool e adstringência, etc.

QUALIDADE - a qualidade se refere a variedade, originalidade e qualidade da avaliação do vinho na boca.
INTENSIDADE - a intensidade se refere à quantidade, ao ataque de gosto, aroma e tato avaliados na boca.
PERSISTÊNCIA - se refere à manutenção da intensidade no tempo. Ao ingolir o vinho, conte os segundos. Menos de 10 segundos é razoável, de 10 a 15 é persistente, e mais de 15, muito persistente.

Um comentário:

  1. Professoooor,

    Muito Bom! Parabéns!

    Essa postagem sobre Degustação foi fantástica. A dica é realmente uma aula.

    Adorei a ideia do blog. Continue publicando.

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